segunda-feira, maio 23, 2005

666

Hoje, o Demo marca 666 visitas à sua alcova. Festejemos...


666 beijos que te dei na boca quando me confessaste teu amor.

666 versos que soltei feito o esporro de um amante acolhido no regaço fundo da amada, fundo da madrugada, alvorada, alvoroço na alcova.

666 cartas de amor te mandei, quebra-cabeças de namorado, para que montasses as peças que te mostrariam o tamanho do meu coração pulsante de ti, carente de ti, vivendo de ti e nunca de outra.

666 dias no paraíso dos teus braços, pecado dos abraços, sonho dos mal-amados.

666 juras. Nenhuma cumprida.

666 maldições te lancei quando ouvi que tinhas outro.

666 planos contra ti eu forjei no fogo do meu ódio, remédio dos traídos; descartados, um a um, por serem cruéis demais para quem ainda te amava e suaves demais para quem me traíra.

666 meios de te matar.

1 única bala entre teus olhos verdes. Sem dor. Sem clemência. Só... aniquilação.

666 pedaços teus espalhei pelo mundo.

1 flor maldita nasceu de cada um deles para lembrar-me de ti.

666 amantes terei até saber esquecer que tu me amaste.


 

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